quarta-feira, 27 de maio de 2015

Os vidros quebraram com a força do temporal, os pedaços de vidro dançavam pelo ar à melodia do vento. E o meu coração foi cortado. A minha alma foi perdida. E, naquele momento que para sempre será eterno, eu deixo-me guiar neste remoinho de sentimentos.
E, agora, resta um corpo. Que nada diz, que nada vê, que nada sente. Toda a existência agora é um conceito absurdo, vago. Nada me faz racionalizar como antes. 
Isolo-me. Assim, estou bem. Assim não me irei magoar, assim não me irão magoar. E as almas que tocaram a minha foram as que tiraram a sua maior parte, porque eu deixei. Permiti que me vissem por dentro. Eu sei. É feio. É horrível. Há sangue, e é cinzento. Nada mais. Apenas um pequeno vazio, isolado, quase que adormecido, mas grita e dói. Nunca doeu tanto. Tento procurar o asilo. Mas num estado de lipemania, a única coisa que encontro é um chão desgrenhado onde caio e me deito. A insónia adopta-me, e eu não renego. E, deixei à muito que este sentimento me alberga-se. Agora, já não sei o que resta, o que ficou, o que deixei. Mas, na verdade, já tinha deixado de me importar com as coisas que me dizem ser importantes. E as luzes apagaram, e eu escureci. 


A cabeça martela as paredes deste quarto. E ninguém parece notar. Eu continuo-o. Vou ao encontro da raiva que me ferve o sangue, que agora me escorre pelos olhos e me inunda os braços. Eu gosto de ver. Esboço um sorriso, mas sofro.
E, não faz mal. Aquilo que não disser, ninguém saberá. Quando eu desvanecer, certamente… ninguém me procurará. 

domingo, 17 de maio de 2015

M is for Murmur [The alphadeath Codex]




I often dream of you
Trudging naked over the red sands
Unwary, unavailable, cold as the furthest stars
Wondering wild in the feral night
In dusk immersed, a shard of glass
I dream of you when the hours don’t last

I once drew your face in a blank horizon
And like poison, it flooded my veins
I drew your eyes with charcoal and blood
And still no tears dared to show, eyes so aglow
Haunting, eerie as a house in demise
With charcoal and blood I drew your eyes

I will sing a song for you to dance
The rhythm will tangle us and burn me inside
And with all my heart, I will sing for you
Words of cobalt, red and blue
A song of death with all my heart
I will sing to you and fall apart

I gently whisper in your ear
Speak of love and thing to come
And mildly hum how I will kill you
And feel you murmur one last word
Soothe and pale, in my arms held

I whisper gently and bid farewell