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A mostrar mensagens de Novembro, 2014
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(...)  Vejo-a ao longe. O vento bate sobre a sua face. Mas parece não se importar. Deixa ele levantar o seu cachecol à volta do pescoço. E sorri. Sorri como se tivesse a desfrutar de algo mínimo naquele momento. Observo-a de longe. Memorizo cada detalhe, cada gesto, cada ar... Decifro o seu olhar. Como se fosse um puzzle. Tento conhecer mais. Saber mais. Quero saber o que lhe fascina. Quero saber o que lhe assusta. Vejo-a como se fosse a primeira vez, e apaixono-me como se fosse a última.  Ela vem na minha direcção. Serena, calma... O tempo pára. Torna-se apenas um conceito vago e absurdo. Deixa simplesmente de existir. Sou apenas eu e ela. Quando chega perto de mim, o seu sorriso eleva-se, o seu rosto ilumina-se. Devagar e rápido ao mesmo tempo. Algo tímido. Há algo no seu olhar. Tem olhos grandes e castanhos. Que apesar de serem escuros, quando os nossos olhares se cruzam parecem claros, brilhantes. Não sei se será dos charros. Ou se sou eu que vejo algo que poderá não estar lá. Ma…

Cal.de.irada

A cal ferve no poial caiado a panos quentes Não se quer irritar os tornozelos zonzos Quer-se que a mão de lixa abra o postigo  que a voz mendigue sopa de letras em direcção à panela de barro e acabe de vez com o fastio (Talvez o maltês oiça sem assomar a cabeça) Mas já passaram uma data de dias em que os pés fundidos ao chão metálico não abalam senão para o coração de coronárias apertadas de aperto de batimentos que são contos, cantos, contas presos com pontos nas pontas de pranto na bainha do poial (cozido ou cosido a linha de alinhavar com cheiro a peixe) debaixo da porta que tem o postigo que tem gente que não abre.