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A mostrar mensagens de 2015



descubro-te entre as gotículas de espuma que o mar inventa para me dizer de mansinho que as tuas cartas não mais terão carimbos dos correios das cidades que visitas anónimo e despido de mundanismos patéticos que alimentam falsas aparências de virilidades amputadas pela idade que são apenas dois algarismos.
lembro-te em labaredas de sorrisos e teorias catedráticas sempre que me olhavas na plateia onde me misturava com outros ouvintes atentos de  espanto bebendo-te as palavras como que tem sede de viver, amando-te em segredo nesta paixão proibida e trágica, nesta memória que não esquece, no fim do mundo que foi a tua morte prematura numa partida sem aviso, neste (a)mar que me é sal, vale de lágrimas em silêncio, na música que és e (me) sabes a violetas sempre que me murmuravas promessas. 

deveria estar zangada por não cumprires a mais importante, a de não te ausentares sem regresso, a de não partires sem chegares a uma cidade qualquer, eu que ainda guardo os sobrescritos c…
Revesti-me a pele, o suor do nosso amor, o calor arrepiante das minhas costas, socorre-me a carência, e esvaíra as minhas desilusões.
Agora, eu nem penso a amargura desvaneceu a minha fala são os meus gestos, e só consigo tocar-te. Só consigo querer tocar-te.
Afogo-me nos teus olhares, Os meus dedos tremem, O meu coração palpita… Os meus lábios perdem-se no teu corpo, A minhas mãos exploram toda a tua essência, Desisto colada a ti, Os nossos corpos juntam-se e somos dois
De tanto me perder em ti, Fiquei esquecida de mim E hoje sou algo ou alguém, Mas hoje,  desejo-te.



#LoveLetter_AITD

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Boa noite,
Venho por este meio dirigir-me à  AMOR (Associação Mortuária Originária de Rancor), com o objectivo de reclamar do serviço prestado pela mesma.
Como deve constar nos vossos registos, há cerca de um mês recorri à AMOR e comprei-vos o pacote “morte súbita”. Apesar de no início ter ficado satisfeita com os resultados, acontece que ao fim de uma semana, a paixão voltou e desde então não voltei a conseguir desfazer-me deste sentimento. Como o “morte súbita” declara o óbito do cônjuge, neste momento passei de ódio pela pessoa, para um amor impossível, uma vez que a mesma se encontra sepultada no meu quintal (tal como indicava o “passo 6” nas instruções).
Desta forma, exijo ser reembolsada e indemnizada por defeito nos serviços que me foram prestados, sendo que toda a confiança que tinha na vossa Associação foi quebrada.
Aguardo contacto breve.
Sem outro assunto,
Piedade





Desafio ‪#‎LoveLetter‬_AITD

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estão convidados a escrever(-nos) uma mensagem de amor apaixonado, desgraçado, obsessivo, magoado, excitado, embaraçado, desengonçado, aprumado, frio, oportunista, violento, poético ou obsceno. use sempre o tag #LoveLetter_AITD

Como dizia o Nick Cave, Let Love in!

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( Odoroki )

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à beira do mundo espero algo acontecer
até que acontece

( # go )

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Dirt, leaves, dew the scent of decaying wood
in your cold lips


























( Burasageru )

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vento sob os pés horizonte inclina
último sopro

( # yon )

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o céu desfaz-se em triste chuva de Verão
só para tocar a terra









( Yūbi )

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uma pluma flutua morre no fio da navalha
sorriso mudo e só

( # san )

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O azul da sua voz preso na folha de papel
perfuma o ar















(# Chinmoku)

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uma pérola perfeita na negra clausura da concha
assim é teu amor

( # ni )

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uma linha vermelha fina, precisa, caligráfica
no teu pulso

































( # ichi )

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deixar-se despir, amar o vento em silêncio
o destino da montanha





... e estamos no Facebook

Os vidros quebraram com a força do temporal, os pedaços de vidro dançavam pelo ar à melodia do vento. E o meu coração foi cortado. A minha alma foi perdida. E, naquele momento que para sempre será eterno, eu deixo-me guiar neste remoinho de sentimentos.
E, agora, resta um corpo. Que nada diz, que nada vê, que nada sente. Toda a existência agora é um conceito absurdo, vago. Nada me faz racionalizar como antes. 
Isolo-me. Assim, estou bem. Assim não me irei magoar, assim não me irão magoar. E as almas que tocaram a minha foram as que tiraram a sua maior parte, porque eu deixei. Permiti que me vissem por dentro. Eu sei. É feio. É horrível. Há sangue, e é cinzento. Nada mais. Apenas um pequeno vazio, isolado, quase que adormecido, mas grita e dói. Nunca doeu tanto. Tento procurar o asilo. Mas num estado de lipemania, a única coisa que encontro é um chão desgrenhado onde caio e me deito. A insónia adopta-me, e eu não renego. E, deixei à muito que este sentimento me alberga-se. Agora, já não …

M is for Murmur [The alphadeath Codex]

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I often dream of you Trudging naked over the red sands Unwary, unavailable, cold as the furthest stars Wondering wild in the feral night In dusk immersed, a shard of glass I dream of you when the hours don’t last
I once drew your face in a blank horizon And like poison, it flooded my veins I drew your eyes with charcoal and blood And still no tears dared to show, eyes so aglow Haunting, eerie as a house in demise With charcoal and blood I drew your eyes
I will sing a song for you to dance The rhythm will tangle us and burn me inside And with all my heart, I will sing for you Words of cobalt, red and blue A song of death with all my heart I will sing to you and fall apart
I gently whisper in your ear Speak of love and thing to come And mildly hum how I will kill you And feel you murmur one last word Soothe and pale, in my arms held
I whisper gently and bid farewell
I think I'm losing my own identity...
Last night I had this confusing and weird dream...  I was walking on the street at night. It was 3:33am. I actually stopped walking to look at the watch and when I raised my head forward, there was no road, no buildings, no stars, not even the sky. I realized that the concept of space had completely vanished. I looked back and behind me was a black cloud with tones of gray, turning everything black around it and coming in my direction. As I tried to run from it I found myself being sucked towards a bright red tunnel. So I stooped. I was still in the same place. I tried to move but I just couldn't do it. Everything around me was happening so fast, but I was so slow in my movements and my thoughts. My eyes were so wide and shiny, my face screamed fear but I couldn't move... so I just stayed there perfectly still while a force of somewhere was pulling me in direction of the tunnel. When I faced the tunnel right in front of me I only saw red…

L is for Lie [The Alphadeath Codex]

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Fearful, unsteady Trouble hiding in every corner Yet no one seems to see But me
Something whispers in the draft Something you just cannot grasp A harsh voice breathing fire Tells her what to do Where she needs to be Will she?
Poised in a dark lit room A dragon merged into the night Invisible to all those undreaming Terror awakens, nightmares unleashed Hell’s wickedness unreleased Oh but no one seems to feel Yet it is so real
Step by step Crawls into the ceiling, flies underneath the floor Drinks the blood from shattered hearts ‘Till hearts will beat nevermore But life endures, proceeds As the dragon plants her evil seed
A lie after another Corrupting each other  Although everyone seems to see
The vagrant murmur deludes friends Makes foe the lover Antagonist the brother Burns the will to bitter ashes Stings the poison into your veins And nothing else remains But dragons breath Spiralling downwards
Leading us all to death
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Eu brincava com os teus caracóis.  Passava o polegar no teus olhos num gesto ternurento. 
Uma lágrima cai do teu olho. A lágrima chega às tuas bochechas, e eu seco-a. 
Mais nenhuma lágrima tua cairá ao chão que eu pisar ao teu lado. Eu não deixarei. Mas, novamente, caímos numa cama que não é feita... e ali ficamos... a olhar para o tecto enquanto as nossas mãos se entrelaçam no silêncio da voz que já não temos.
As palavras já não descrevem mas e, nos momentos melancólicos quem atende a minha alma desassossegada? - O amor... não será certamente.

Mas fico. Espero. Um dia a inquietação acalmará. Continuo à espera...
Estes desgostos não correm. Aliás, nem têm pressa...pressa de morrer. Pelo oposto, quem fica com vontade de morrer sou eu. Na angústia de algo que às vezes canso-me de sentir. Os meus olhos incham, doem. A minha cabeça dói. São os gritos. Têm vozes. E por momentos, naquela interminável ida à casa de banho em busca de isolação eu procurei tesouras, procurei gilletes. Pensei em cort…