terça-feira, 8 de novembro de 2011

Clave de Sol



Firme o rochedo que (me) suporta
em puro (de)leite de ti
quando descanso
as bocas
as pernas
e a alma
em olhares lânguidos de prazer
gozado
(o)usado
derramado
pelos movimentos em rotação
translação
de mim.

Chegas com a musica
nas mãos
no corpo
as sinfonias que inventamos
suores frios
transpiração
em notas soltas
dum concerto inacabado
solfejo explorado
bailado de flores
em aromas perfumados
sexo e lágrimas
pela distância que não queremos
mas
temos.

Então,
a vingança do teu corpo no meu
a saudade das almas
que se fundiram
e permanecerão
una
a violência e paixão
num orgasmo sem perdão
pecado
bocado
de ti que sempre em mim ficou.
E germinou.

E o teu gesto
(e)terno
nas noites em que me afastavas o cabelo dos olhos
para o beijo que perdura até hoje
para além do tempo
em que
o meu corpo era a tua inspiração
e a tua musica
a minha mão.
(Que ainda ampara lágrimas, quando me olhas...assim...)http://youtu.be/h8lVabAajMQ

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