quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Remoto

Outrora, quando os meus olhos ainda brilhavam por qualquer coisa que fosse luzeiro, os meus sonhos alcançavam uma distância tão curta que o tamanho actual dos meus braços seria capaz de lá chegar sem o mínimo esforço, sem um só gemido ou sufoco. Agora, os meus sonhos, aos meus olhos, são do tamanho do céu; do comprimento da terra. E as estrelas, que outrora eram… imaginem a incandescência mais pura que se pode ter. Hoje poderão imaginar uma névoa cinza que se aglutina com os corpos celeste. E, sabem uma coisa? Ontem descobri que os meus braços não são de tal tamanho.

Frederico Vanesgard

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