Queda



Raiz
nascida
na pálpebra
rasgada
um arco
curvado
num olhar
sentado

Pestana
franzina
com pé
dançado
nas narinas
torvelinha
nos lábios
é fininha

Descido
o pescoço
ao ombro
encosta
segue umbigo
hoteleiro
com pensamento
coveiro

Finalmente
afadigada
nos pés
deitada
com pálpebra
distante
e bainha
rasante

Pestana
corcunda
que dobra
não parte
ginga
pela estrada
na noite
assombrada

Comentários

  1. Este texto exige uma forma de leitura que acompanhe a queda da pestana. Excelente exercício que me obrigaste a fazer.
    Obrigado.

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