segunda-feira, 24 de outubro de 2011



A história de Júlia (parte 1)

Júlia sempre foi uma menina bem comportada, certinha, pacata, boa aluna, com uma forte educação a todos os níveis.

Já tinha 15 anos quando se deixou beijar pela primeira vez, cheia de expectativas mas as línguas não se entenderam, apesar de ter ficado excitada, achou que não tinha o mínimo jeito e não deixou ninguém aproximar-se dela.

Mas o impulso, o desejo, tomaram conta da cabeça dela, sentia vontade de fazer sexo, de sentir alguém dentro dela, sonhava com isso, noite após noite, mas sentia vergonha.
A luta interior durou algum tempo até se entregar aos prazeres da masturbação.
Passava os seus dedos delicados e suaves sobre o seu corpo inexplorado, os mamilos, os mamilos cresciam e pareciam botões de rosa prontos para desabrochar, o clítoris esse crescia com a intensidade do toque delicado de quem não sabe bem como o fazer, mas que precisa de sentir e sentia.. se sentia! Sentia tanto prazer que se soltavam gemidos tímidos!

Foi-lhe incutida a ideia de que a primeira vez tinha de ser especial, que era algo que marcava uma mulher para sempre, e esperou…

Um dia acordou apaixonada.

Tinha 19 anos, quase 20, quando deixou um homem vê-la nua, tocar-lhe, beijar-lhe os seios, e ela queria sentir tudo, absorver tudo…mas não sentiu nada…sentiu frio, sentiu desconforto, sentiu o corpo suado dele, sentiu ele vir-se dentro dela, mas não sentiu nada e pensou, para a próxima será melhor.
Ele olha para ela e diz, com um sorriso estúpido e de malvadez,“consegui, consegui, ganhei a aposta!” e saiu…

Sim ela tinha feito “amor” pela primeira vez com alguém que tinha feito uma aposta em como a conseguia levar para a cama.

Odiou-se, odiou aquele homem, odiou o mundo…

Mas a menina mulher continuava sem saber o que era ter prazer em ser possuída, devorada, amada, penetrada, sugada, beijada, mordida, gritar de prazer e ainda pedir mais. E assim começa a história de Júlia.

Júlia iniciou uma caça ao homem e virou uma predadora, eram escolhidos a dedo, tinham de lhe despertar desejo físico, já que psicologicamente ninguém lhe dizia nada (nesse campo ela era impenetrável).

E começou a levar homens para a sua cama.

Era desajeitada, mas tinha vontade de aprender e foi pedindo para a ensinarem, para lhe dizerem o que lhes dava mais prazer.

Mas,a busca pelo orgasmo continuava, aquele orgasmo que vem da alma e nos deixa sem respiração.

Uma noite de “caça” Júlia conhece Pedro, que lhe despertou um desejo enorme, era um homem bonito, musculado, com uns olhos verdes de perdição.
E nessa mesma noite Pedro “caiu” na cantiga da Júlia e foi com ela para casa.
O que ela não esperava era que Pedro fosse um homem diferente de todos os que tinham passado pela sua cama.
Pela primeira vez alguém a fez estremecer sem lhe tocar, a forma como lhe desabotoou a camisa, botão a botão, ao mesmo tempo que lhe sussurrava palavras doces ao ouvido, a maneira como a comia com os olhos, e ela, ela escorria de prazer, completamente molhada, apenas pensava em ser possuída, mas ele não era assim.
Ela tinha de esperar.
As línguas dançavam, as mãos corriam, os copos vibravam, o calor aumentou, a música subiu o tom. Ele não sossegou enquanto não lhe devorou os mamilos com a sua língua, quente, doce, suave, molhada, enquanto não a beijou dos pés à cabeça, enquanto não a mordeu, mordidelas, suaves e mazinhas, unhas que arranhavam sem magoar, que aumentavam a excitação, palavras ditas ao ouvido “que faziam corar” e a língua em movimentos circulares no seu clítoris, como tudo aquilo era bom!!!!!
E Júlia veio-se uma, duas, três vezes…e não percebia o que estava acontecer com ela e ele diz-lhe, com um sorriso malandro, “orgasmos múltiplos, que bom…”.
E ainda com ela a vir-se, ele entra dentro dela, ela sente-o, percebe que ele esta louco de desejo e fica deliciada e aperta-o dentro dela, suga-o e ouve os seus gemidos. E quando percebe que ele estava quase a vir-se, decide tomar as rédeas, queria dar-lhe mais ainda! Senta-se em cima dele, esquece tudo e deixa o seu corpo fluir, balançar, parar, voltar, depressa, devagar, brincava com os mamilos na boca dele, agarrava as mãos dele, apertava-o ainda mais…não queria que aquela sensação terminasse nunca.

E pela primeira vez soltou o “animal” que existia dentro dela, sai de cima dele, pede para ele se sentar na ponta da cama e a sua boca foi de encontro ao corpo dele.
O prazer era animalesco e doce, a cumplicidade daqueles dois corpos era inexplicável, e quando sentiu que ele estava novamente perto do orgasmo ele pede-lhe para ela parar.
Invertem-se os papéis e ela tem um novo orgasmo e pede-lhe para ele entrar nela, queria senti-lo e num acto de loucura comeram-se como animais em busca de um prazer mútuo! Ela gemia, ele gemia, ela gritou, gritou e voltou a gritar até que ele também gritou!
Já era dia e adormeceram nos braços um do outro… acordou-a uma horas depois com um beijo e sussurrou-lhe ao ouvido “Júlia és uma mulher fantástica na cama, estou esgotado e esfomeado, fazes-me companhia?”.
Foram tomar café e despediram-se com um beijo na cara e um sorriso.
Semanas depois ela descobre que Pedro era modelo, quando o viu numa revista e sorriu, sorriu porque o Pedro será sempre a sua primeira vez!

Júlia continuou a levar homens para a sua cama e tornou-se uma “expert” na arte da sedução e do sexo.
Ela encantava-os com o seu sorriso, o seu olhar, a sua voz e depois… na cama!

Mas pelo caminho Júlia magoou muitas pessoas, ela não se apaixonava por ninguém, não conseguia, entregava o corpo mas não o coração…

(a história de Júlia não termina aqui…)

11 comentários:

  1. Absolutamente belo! Fico à espera…

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  2. Uma boa descrição que não nos deixa indiferentes.
    No entanto, não consegui ter as emoções que outros textos me despertam.Culpa minha, pois este assunto tocou-me fundo, deixou-me triste...
    Até porque defendo, acredito, sinto:
    "não interessam quantos homens passam pelo nosso corpo: o importante é o que nos toca a alma"
    Beijinhos

    Aguardo a continuação.
    Anamar (pseudónimo)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Esta Júlia entra de rompante e abana as estruturas todas, o que só por si é deveras interessante. É impossível ficarmos indiferentes. O percurso traçado é descrito ao pormenor e obriga-nos a exigir à autora a parte que se segue, não por "voyeirismo" mas pela continuação do abanão. Parabéns

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  5. gostei muito!! e sigo nas palavras do "Zaratustra"... que venha o proximo abanão!:)

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  6. Uma aprendizagem feita à custa de dor. Gosto que a Júlia tenha aprendido a não ter vergonha de ser feliz e ter prazer. E realmente não há só uma "primeira vez". ;) Parabéns pela ousadia e sensualidade neste texto.

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  7. A perversão de Júlia é mostrar o quão somos perversos e pervertidos. Perversamente bom

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  8. A educação de Júlia... Louvável ousadia. Próximo capítulo....

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  9. alguem ai encontrou a segunda parte
    por favor me ajude

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