o desafio foi lançado e assim sendo aqui fica com este acompanhamento



O dia tinha feito jus aos avisos da meteorologia. Um calor seco que fazia colar a roupa ao corpo. A manhã estava a chegar ao fim e eu precisava urgentemente de um chuveiro de água fria a cair-me no corpo.
Os clientes exteriores estavam todos visitados, somente faltava uma reunião que iria ocorrer no escritório ao fim das tarde. Teria mais que tempo de passar por casa, tomar um banho e dar um beijo na minha mulher.

Meia hora e estava em casa. Entrei. Ela, surpresa pela minha chegada, nem teve tempo de falar porque a arrastei para o quarto. Comecei a despir-me e ela continuava atónita a olhar para mim. Já nu puxei-a para mim e desfiz o laço que apertava roupão finíssimo que ela envergava.
O corpo dela resplandecia de beleza. Fomos tomar banho. Louco, respondeu ela de sorriso entreaberto.
A água fria caiu sobre os nossos corpos. Espalhei o gel no corpo dela e ela no meu corpo.
Terminado o banho decidi almoçar em casa. Tinha muito tempo. Vesti uns calções e ela somente uma camisolita e descemos para a cozinha.
Estávamos indecisos sobre o que comer. O calor era tanto que apetecia somente coisas frescas. Fruta. Sim fruta era uma excelente ideia. Uvas para mim, dióspiros para ela.
E aí começou a tarefa. Ela deleitava-se com o dióspiro, deixando que o suco lhe escorresse pelo rosto, tornando-se uma imagem curiosa. Entretanto eu parei com as uvas e avancei para ela de língua de fora e lambi-lhe o rosto uma, duas, três vezes. Fiquei com água na boca.
Agarrei-a, arranquei-lhe a camisolita, peguei nela ao colo e deitei-a na mesa da cozinha. Agarrei no cacho de uvas e fui arrancando uma por uma e espalhei pelo corpo, melhor dizendo, pelo escultural corpo da minha mulher, como se de um ritual japonês se tratasse.
Depois de já não existirem mais bagos, era altura de começar a refeição. Uma a uma fui-as deglutindo, e o início foi pelas que estavam junto e no rosto. Desci aos seios e numa breve fuga mordisquei  um e outro mamilo. Os gemidos acentuaram-se.  E a cada gemido um bago de uva e uma mordedela...
Desci até ao umbigo e aí com a língua consegui, num malabarismo, recolher o bago e rodopiar dentro daquele buraquinho tão perfeitamente talhado.
Agora era o final, aquele final de êxtase. Com dois dedos segurei o esgalho que tinha depositado entre os teus lábios vaginais e com outro procurei o teu clitóris. Toquei-lhe, vibraste, e eu com a boca roubei um bago. Novo toque, novo assalto aos bagos. Delicadamente ia rodando o esgalho de uva. Queria bagos que trouxessem o suco que de dentro de ti saía em catadupas de tesão, paixão, amor...
Um após outro recolhi todos esses bagos impregnados  do teu sabor, impregnados de ti...
Num repente levantaste-te e como que num passo de mágica arrancaste os meus calções e obrigaste-me a deitar no chão. Deitaste mão aos dióspiros e foste cortando em gomos e espalhando pelo meu corpo em pontos chaves que escolheste, como se quisesses assinalar um qualquer roteiro  num mapa. Um a um foste abocanhando, mordendo, tilintando num bailado rítmico da língua, dos lábios e dos dentes. O último teve por companhia uma glande que não se conteve e irrompeu em golfadas de um louco desejo.
Mas eu senti que não tinhas dado tudo. Que dentro de ti fervilhava  um sémen desejoso de se oferecer a mim num imolar de paixão e desejo.
Sentei-te na mesa e olhei-te como se fosse a primeira vez.
Abri o frigorífico e retirei dois cubos de gelo que coloquei na boca e aguentei o máximo que consegui. Com a boca gelada abocanhei o seio alvo de menina. Primeiro um, depois outro e o frio da minha boca fez enrijecer os seus mamilos que cresceram desmesuradamente na minha boca. Senti que esta minha loucura te agitou da cabeça aos pés e que algo estava para acontecer.
Coloquei de novo mais uns cubos de gelo na boca, agora mais, precisava ficar frio em menor tempo, tinha medo que não aguentasses.
Quando senti que estava o suficientemente frio a joelhei-me e abocanhei o teu clitóris, sugando-o, atacando-o com a minha língua gélida.
Após a segunda ou terceira investida, senti que estremeceste... retraíste-te, segurando a minha cabeça como que a prender-me, e nesse mesmo momento foste minha em golfadas de paixão.
Olhámo-nos e depois de um beijo longo e apaixonado eu fui-me vestir. O escritório esperava por mim.
Quando, já pronto, me preparava para sair segredei-te ao ouvido: quando sair logo vou aos morangos e ao chantily para continuarmos a refeição...





Comentários

  1. Gostei!
    Gostei da ousadia, da descrição, das emoções, da imaginação, da viagem!
    Na minha opinião, um texto decentemente indecente, que nos leva a sentir ou pelo menos a viajar por entre frutas e gelos, quentes e frios!
    Que bom seria que o sexo não fosse o tabu que (infelizmente) ainda é!
    Mais uma vez parabéns pela ousadia!

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  2. Hard hot sem ser hard-core:-)

    Não sei porquê lembrei-me duma famosa cena do filme "o carteiro toca sempre duas vezes)
    A continuar. sem tabus, porque os sentidos assim o exigem

    Anamar (pseudónimo)

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  3. ... eu já comento, vou só ali à frutaria, volto mais logo...

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  4. Sensualidade...
    a sensualidade oculta a vulgaridade disseminada no erotismo por apelar ao contínuo por vir... o erotismo faz-nos arrepiar os sentidos conscientes...
    a sensualidade e a magia das suas palavras, convida à fantasia e nos lembra que o erótico é originário da sensualidade e do amor...
    está intenso, tem pele, tem cor!

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  5. O verdadeiro império dos sentidos: prova-se, ouve-se, cheira-se, vê-se e sente-se na pele todo o sumo deste texto. :)

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  6. Os jogos do amor num texto aberto e livre. Muito visual.

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