segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fechado...

Fechado... preso
Envolto na escuridão
Frio... Gélido
Não sinto a palma da minha mão
Olho em volta
Vagos e vazios são os rostos
Chaminés que cospem fumo
Para um céu negro pelo coração dos Homens
Asfixiante sensação de nada
Lento, quente... chega o manto
Negro que cobre tudo
É o adeus... fechem a tampa
Finalmente vou saber...
Haverá vida para além da morte?

4 comentários:

  1. brutalmente doloroso..."asfixiante sensação de nada", gostei!

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  2. não sei pq mas senti sede...sede de te ler mais!! gostei muito!!

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  3. O momento em que enfrentamos o vazio absoluto e perpétuo... é, só pode ser, uma "asfixiante sensação de nada". Palavras escolhidas a dedo.

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  4. Um frio que nos rouba as mãos... tal como a morte começa. Aqui aparece descrita por versos em sensações iminentes.

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