Além Tejo


A manhã apressa-se ao som do rock-pop refrescante.

O gorgolejar de água pincela de azul, o quadro de pastos adourados pelo calor do vento.

Os sobreiros erguem-se imponentes, competindo com as oliveiras de sabor mediterrâneo.

Sons de "espanta-pássaros" cortam o ar quente dum sol escaldante.

Uma aragem toca d-e-v-a-g-a-r o meu corpo deitado.

Sento-me entre um beijo calado e um poema inacabado.

Agarro as palavras com que amanheço (s)em sono.

As formigas são a distracção quase hipnótica do momento em silêncio.

Calo a voz, solto os cabelos e apago o sol para um exílio inacabado.

Vai o dia a meio.

E sorrio.

Comentários

  1. Exacto, é isso o Alentejo, nem mais!
    P-e-r-f-e-i-t-o.

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  2. Ai, que vontade enorme me deu agora de fugir de viagem!... :)

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  3. que vontade de partir...e me perder nesse Além Tejo :)

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  4. Sinestético. Imagens poderosas. Gostei muito.

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  5. *sinestésico, claro

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